04/08/2009 - Palavras do secretário de transportes da cidade de São Paulo...

Nas palavras de Alexandre Moraes, secretário de transportes da cidade de São Paulo: "Eu deixaria meu carro em casa se tivéssemos bons corredores, metrô, linhas rápidas. E esse é o desafio. Quando há esse oferecimento as pessoas vão. Hoje seria uma hipocrisia minha dizer que não ando de carro oficial" (Fonte: Terra - Trânsito).


Segundo sondagem feita pelo Jornal Folha de São Paulo com usuários de fretado e publicada ontem, dia 3, um terço dos entrevistados aderiu ao uso do automóvel e agora engrossam as fileiras do trânsito paulistano, junto com o próprio secretário. A diferença talvez seja que esses pagam o próprio carro, e combustível motivo pelo qual aparentemente os outros dois terços ainda não aderiram. Mas com transporte público em condições degradantes, carros zero em 80 vezes de 300 reais, o resultado é previsível...


Transporte público de qualidade


Recentemente Alexandre Moraes disse que o fretado não pode ser comparado com um "táxi grande", mas por que não poderia? Conservadorismo! Os táxis existem desde o tempo em que eram operados com a utilização carroças e os ônibus descendem de carroções e posteriormente bondes. Os fretados, contrariando o que o secretário disse, aliariam o melhor dos dois mundos, pois transportam passageiros sentados, com conforto e segurança e ainda não tem o custo proibitivo de utilizar um taxi a todo momento no maior estilo "filme nova-iorquino".
Lógico que tanto o transporte coletivo urbano quanto o sistema de táxis tem a sua importância, o primeiro para quem não tem uma rotina, que é pré-requisito para quem usa fretado, e o segundo para quem precisa de um transporte eventualmente e está com bastante pressa, mas não devemos pautar nossa socidade exclusivamente neles.
Tenta-se atribuir ao fretado a fama de veiculo "particular", mas ele é um serviço público de transporte de passageiros, ou seja, o dono do ônibus não vai ficar andando sozinho no centro da cidade, vai prestar serviços para outras pessoas.
Aliás, a maior parte dos ônibus que rodam no país, independênte do serviço, são particulares, ou seja, pertencem a uma empresa e essa tem um dono. Isso, ao contrário do que pregam alguns extremistas, é um fato positivo, pois quem nunca se interessou por comprar algumabarganha, que estava meio caidinha, e o vendedor tentou anima-lo falando: "isso dai é muito bom, só falta dono"?


Passageiros em pé no transporte urbano

Segundo entrevista feita pelo portal G1 com o professor Osmar Vicente Rodrigues, da UNESP, doutor em desing de veículos pelo London Royal College Of Art, este afirma que de acordo com os padrões internacionais de ergonomia cada passageiro em pé deve ter no mínimo 0,8 metro quadrado (800 cm quadrados) dentro de um ônibus para minimizar os riscos à saúde durante o transporte. Ainda, segundo a mesma reportagem, para construção de ônibus urbanos, é levado em conta que como medida de segurança que cada passageiro deve ter no mínimo 0,17 metros quadrados (170 cm quadrados), limite mínimo que nem sempre é respeitado.

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Dicionário

  • "Bexiga" - câmaras de ar da suspensão a ar, também chamados de "bolsões"
  • "Busscar sapão" - apelido dos Elbuss da Busscar devido ao design da sua frente.
  • "Cabritinha" - Apelido do Monobloco O-362 da Mercedes-Benz
  • "Carneirinho" - apelido dado pelos "muambeiros" aos ônibus que faziam viagens bate e volta para o Paraguai. Em geral eram CMAs ou Dinossauros brancos.
  • "Chifrudos" - Denominação para os ônibus equipados com retrovisores modernos, em formato de chifres.
  • "Double Decker" - ônibus de dois andares.
  • "Latão" - ônibus.
  • "Low Driver" - Ônibus que tem o posto do motorista rebaixado a fim de posicionar as primeiras poltronas do veiculo em um assoalho construído logo acima da cabine do motorista, criando uma visão panorâmica para esses passageiros.
  • "Maçarico" - denominação comum para ônibus com motor aspirado, sem turbina.
  • "Maçarico" - Motor aspirado, não turbinado
  • "Melância" - Referência aos ônibus MB O-370 e O-371 monoblocos. O apelido surgiu devido ao formato de sua carroceria.
  • "Mulão" - Apelido do Monobloco O-355 da Mercedes-Benz
  • "Pinga-pinga" - ônibus que faz diversas paradas, inclusive fora de rodoviárias e não programadas, ao longo do seu itinerário.
  • "Queixo duro" - ônibus sem direção hidráulica.
  • "Vista" - itinerário.
  • Ar condicionado de bagageiro -
  • Ar condicionado de teto -
  • Bagageiros - local destinado a guardar malas e volumes médios e grandes pertencentes aos viajantes em ônibus rodoviários.
  • Bancada - Conjunto de poltronas, bancos de um ônibus.
  • Banco da puta -> banco da guia.
  • Banco do tonto -> poltrona que fica na última fileira, no meio do corredor. Sem banco à sua frente para se segurar, o tonto corre o risco de voar em caso de freada brusca.
  • Barriga de vidro -> ônibus de dois andares (double decker).
  • Bonecos -> passageiros.
  • Cabeceira - Espécie de fronha geralmente feita de lycra. Essa é utilizada para evitar o contato entre as cabeças dos passageiros e o tecido das poltronas o que assegura a higiene já que as cabeceiras podem ser facilmente retiradas para lavagem. Além disto a empresa pode ter jogos estras de cabeceiras para substituição enquanto as outras são lavadas.
  • Cabeça de fogo - ônibus com motor dianteiro.
  • Cabrito - Veiculo adulterado ou clonado.
  • Cabrito - ônibus remarcado ou reconstruido utilizando peças de dois ou mais veiculos.
  • Calefação - aquecedor
  • Chassis -> É uma estrutura de suporte onde a mecânica e a carroceria são montadas. Esse tipo de construção se contrapõe ao monocoque e ainda hoje é muito comum principalmente em ônibus com motor dianteiro.
  • Clandestino - segundo Michaelis: "clan.des.ti.no adj (lat clandestinu) 1 Dir Que não apresenta as condições de publicidade prescritas na lei. 2 Feito às escondidas. sm Passageiro que viaja escondido".
  • Clone - Veiculo adulterado com as caracteristicas e documentos de um outro veiculo devidamente legalizado.
  • Eixos em tandem -
  • Encarroçado - Veículo montado em duas fases por duas empresas diferentes. Primeiramente é construido um chassis ou plataforma, de acordo com as especificações do cliente, e depois este enviado para o outro fabricante independente do primeiro para que seja construída a carroceria.
  • Escotilhas de ventilação -
  • Itinerário - Visor mecânico ou eletronico aonde são apresentadas informações sobre a origem e o destino do ônibus. Em alguns lugares este equipamento também é conhecido como "vista".
  • Joaninhas - Referência aos ônibus com retrovisores modernos com carcaça de plástico.
  • Maneco -> Manete do freio de mão.
  • Monobloco (quando usado como termo técnico é sinônimo de monocoque) - No contexto de ônibus, a expressão monobloco caracteriza veículos que tiveram tanto a carroceria quanto o chassis produzidos pelo mesmo fabricante, ou seja, montados em uma unica fase.
  • Monocoque - É uma técnica de construção onde a própria estrutura da carroceria suporta toda, ou a maior parte do peso, ao contrário da construção utilizando chassis. O precursor dessa técnica no Brasil foi o Ciferal Dinossauro.
  • Mão amiga - A "mão amiga" é a designação popular para a conexão do circuito de ar dos freios e suspensão a reboque ou semi-reboque (pode ser encontrado nos veiculos combinados como Romeu & Julieta). Certa atenção extra deve ser dada a esse equipamento devido a marginais desconectarem essas mangueiras em paradas (como postos de combustíveis e restaurantes) a fim do veículo rodar apenas mais alguns quilômetros antes de ficar imobilizado em um local ermo, assim que acabar o ar do sistema, facilitando a sua abordagem pelos criminosos.
  • Nielson sete quedas -> Modelo de carroceria de ônibus fabricado pela Nielson na década de 70 e início da de 80 que tinha como caracteristica ter 4 "quedas" (desniveis) na parte da frente do teto e mais 3 na parte de trás.
  • Peso bruto total -
  • Peso por eixo -
  • Porta pacotes - prateleira instalada sobre as poltronas do salão de passageiros a fim de guardar as bagagens de mão dos passageiros.
  • Portas/tampas de bagageiro pantográficas -
  • Reencarroçado - Veículo que rodou por grande parte de sua vida útil com uma carroceria e em determinado momento teve esta trocada por outra mais nova. Entre os principais motivos para esta troca estão o desgaste da carroceria antiga, defasagem tecnológica e destruição da carroceria original em um acidente de trânsito.
  • Romeu & Julieta - Veículo para transporte de passageiros que combina um ônibus convencional adicionado de um reboque também encarroçado como ônibus. Esta é uma solução antiga que tentava ajustar o tamanho do ônibus à demandas variáveis em certas linhas.
  • Salão de passageiros -
  • Toco -> ônibus dotado de apenas dois eixos.
  • Trucado -> ônibus dotado de três ou mais eixos.
  • Vidros Colados -
  • Vidros fixos -
  • Ônibus (em Portugal auto-carro) - Do latin omnibus (tradução: "para todos") é um veículo cuja principal função é o transporte de grande quantidade de passageiros por via terrestre com rodagem sobre pneus.