"Motorista de ônibus é igual cachorro, mija na roda, come qualquer coisa e dorme na lata"
"Homem é como ônibus: passam todos...
Menos o que você espera; esse só passa quando você não precisa!
Perde um vem outro"
Ônibus anti-incêndio


É procurado desde o dia 20 de abril de 2005 ás 20:15h um Viaggio Alto O-371RS Placas KNG1150, tendo o boletim de ocorrencia sido lavrado a 1:00h. A última vez que esse carro teria sido visto foi em Aparecida do Norte as 2:00h da madrugada, sem ser parado no posto policial. O veiculo foi objeto de roubo, subtração com o uso de força, tendo os refens sido liberados na Via Anchieta.

Alguns detalhes que diferenciam o carro:
- Bancos em azul rajado com um banco com laterais no mesmo tecido e outro em tecido liso (em dois tons), cabinado com WC.
- A pintura antiga era da JAFATUR com faixa parecida com a da NORMANDI (pintura antiga).

Esse anuncio foi transcrito de um comentário no mercado livre, o qual achei importante e publiquei aqui também! O e-mail para contato, caso tenha alguma informação, é fn_sturaro@hotmail.com.

obs: Esse caso destaca a importancia de anunciar o roubo/furto imediatamente no sistema alerta da PRF. Este sistema foi criado um tempo depois desse caso, e se propõe a anunciar no pais inteiro os veiculos que sofreram esse tipo de sinistro na tentativa de recupera-los nas primeiras horas, antes que os marginais possam mudar suas caracteristicas. Vale lembrar que deve-se tanto cadastrar no sistema quanto fazer o BO o mais rápido possível. O endereço da PRF é http://www.dprf.gov.br/extranet/alerta/ . O anuncio se espalha tanto pela internet quanto pela rede da PRF atingindo principalmente as viaturas, postos e outros aparatos na região onde desapareceu o veiculo.
Ao chegar na Marquês de São Vicente, próximo ao prédio do JUIZ LALAU, a molecada começa a brigar com os passageiros de outro bus ao lado, e começa a guerra de latinhas e catarradas... a professora grita feito louca pra eles pararem, no que é prontamente ignorada... eu freio o bus e deixo o outro andar, pra evitar danos maiores, sob xingamento dos animais.
Ao entrar no estacionamento do parque, vem a vingança... espero o outro bus descarregar os passageiros, e paro bem pertinho deles. Fico na porta, esperando os animais descerem, e em seguida encosto o bus bem longe deles, e fico assistindo um massacre maravilhoso...
Vem os seguranças do parque, e levam 5 deles pra “salinha” onde os detêm até às 21 hs., quando fecha o parque. Bem feito. Vão pra lá pra brigar? Briga em Diadema mesmo!!!
Vou almoçar com colegas num restaurantezinho bem “péba” que tem ali perto, e voltamos. Passamos as tardes lá, fazendo manutenção nos bus, e ajudando outros colegas nessa tarefa. Como está um dia sossegado, sem problemas mecânicos, abro o bagageiro, deito no meu colchão, e fico lá, esperando aqueles vermes terem sua tarde de desfrute, de ficar, de brincar, de mexer com a muié dos outros e apanhar, até às 21 hs...
Na saída, fiscalização da EMTU na estação Armênia do Metrô...
Mas a volta...
A volta já é outra saga...

(Fim)
Ao ver a confusão, os policias de plantão na porta da escola, vem correndo.
Eu explico, eles pegam o vagabundo e levam pro juizado, pela 4ª. Vez na semana...
È feita a revista de aluno por aluno, pra embarcar, e tenho que ficar gritando e de olho neles, pra que não destruam todo carro por dentro.
Carro cheio, 10:30 da manhã, calor de uns 40 graus dentro do carro, somos liberados pra partir...
Vamos indo, pelos caminhos tradicionais, com transito meio pesado pro horário, mas andando. Com um olho no retrovisor e outro na avenida, vejo um “anjo” lá atrás, jogando as cabeceiras de licra dos encostos, pela janela...
Encosto o bus, chamo a responsável, e aviso:
Manda aquele animal ir lá pegar as capinhas que jogou fora. Enquanto não for, o bus não anda!!!
O cretino passa por mim, depois de muito se recusar, e diz: A empresa é rica. Vou foder tudo por aqui. Eu calmamente me levanto, desço atrás do imbecil, faço ele catar as capinhas e aviso ele ao entrar no carro:
Liga pro 0800- FÔDA-SE!!! O CARRO É MEU!!!, seu bosta. To de olho em vc. Pelo espelho. Se Vc. Abrir a boca, te jogo pra fora!!! E vamos embora, calmamente. Ao passar pelo aeroporto, vejo o bus de um amigo, encostado em local proibido... Com a tampa do motor aberta... Pulou correia e o bus ferveu... Lotadinho até a tampa, de aluninhos meigos, batucando na lateral e xingando o motorista... Entrego pra ele umas ferramentas, e prossigo viagem, antes que incendeiem meu bus...
Por enquanto, sem novidades, tudo normal e tranqüilo... Toca o celular...
È o Xupa-Cabra, outro colega nosso, avisando que a fiscalização ta em frente ao Anhembi, prendendo tudo o que é bus “GENERICO”...
Rapidamente faço contato com outros colegas, pra avisar da “coleta” de bus que está ocorrendo, pois não é nada gostoso ficar com o carro preso, e com 50 passageiros revoltados falando ao mesmo tempo na sua orelha...
Sem contar que o frete vai pro saco, ainda falta dinheiro, só pra pagar outro bus pra terminar o serviço, fora as multas que passam de 3 conto... Normal...
Carro funcionando perfeitamente, sem novidades. Indo gloriosamente levar aquela “meiga garotada” pro seu entretenimento...

(continua...)
(do mesmo autor de Aventuras Sindicais)

Sete da manhã... o telefone embratel(mais baratinho...) toca...
Alô... Oi... é a Taís... tem Playcenter pra hj. Quer fazer? Digo:
Querer, não quero... aposto que sai de Diadema né?(risos) Mas preciso...
Passa o endereço...
Enquanto anoto, fico pensando em juntar aqueles trocados com o que sobrou do frete de ontem, pra colocar um pouco de diesel no bus, e trabalhar...
Tomo banho, visto a “armadura” de motorista e vou pro estacionamento.
Entro no bus, dou partida, e... nada. Não pega!!! Que maravilha. Paro o carro do lado, faço uma xupeta, e blz. Funciona.
Enquanto carrega o ar, fico imaginando a cara dos “queridos” passageiros
Quando você é empresário “underground” fazendo transporte “alternativo”, tudo é por sua conta... Manutenção, limpeza, vistoria no bus, dirigir, agendar outros fretes, fugir da fiscalização, comprar peças... Maravilha!!!
Vida de INDIANA JONES. Muita aventura, cara. Muita!!!
Todos estão contra você... Os passageiros, a fiscalização, as empresas grandes, os outros motoristas com seus carros pequenos, etc...Mas está excelente.
Local:
Periferia de Diadema. Boca quente. Escola Estadual, em que os “inocentes” passageiros são revistados pela polícia pra entrar no bus e ir pro passeio...
Ao encostar em frente a escola, com mais 3 carros de outras “empresas”, vem uma multidão de “adolescentes” batendo na porta, forçando entrar. Encosto, abro a porta, empurrando os monstros pra fora, pra não ser pisoteado. Alto nível...
Tranco o bus, e procuro pela responsável da escola, pra organizar a distribuição dos “passageiros”, ato esse interrompido por um delinqüente que força a janela nos fundos bus , arranha a lateral e pula pra dentro.
Entro calmamente, vou até o fundo do carro, onde está sentado o rapaz, que de “menor” só tem a data de nascimento, olhando ironicamente pra mim, com aquela cara cheia de cicatrizes, e diz:
E aí, motô... vou nessa porra de excursão, e acabou. Quero ver que me tira daqui...
Nesse instante entra a diretora da escola, falando pro rapaz se retirar, pois foi expulso da escola, e não pode ir.
O “inocente” menor se levanta, manda a mim e a diretora tomar no cú, e que vai tocar fogo no bus, vindo pra cima de mim...
Com toda calma do mundo eu cato o vagabundo, quebro o focinho dele, encho a cara dele de alegria, e jogo ele pra fora do bus, pela mesma janela que ele entrou. A diretora pede desesperada pra que eu não bata nele...
Eu simplesmente respondo:
Vai ter excursão ou não? Se não for, vou embora agora!!! Ta com dó desse verme, leva pra sua casa.

(continua...)
Depois de muito suor, dor na perna de segurar na embreagem por quilômetros à fio, chegamos na assembléia...

Simplesmente empesteado de bus, gente atravessando pra todo lado, um verdadeiro pandemônio... Parei onde consegui, pra descarregar os bonecos, e deixei meu celular com a “responsável” pra que, na hora de partir, eles pudessem me encontrar, pois não havia a menor chance de estacionar ali perto...

Depois de rodar por meia hora, achei uma rua, em frente à uma associação desportiva, que, apesar de ser proibido estacionar, tinha vários bus lá, e também a polícia, autorizando a encostar por lá mesmo...

Beleza.

Agora era só almoçar algo(ás quinze horas), apesar que nem fome eu tinha mais... já estava anestesiado...

Como sempre, encontro conhecidos, uns, donos de bus “underground”, outros motoristas “underground”. Nos dirigimos a algumas lanchonetes nas imediações, mas faltava até água mineral, nessa altura do campeonato, pois ninguém daquela região espera movimento grande...

Acabamos almoçando “coxinha veia” e congêneres...

Mas motorista é assim mesmo...

Igual cachorro...

Dorme na lata, come resto e mija na roda...

Ao retornar, estávamos tranqüilos papeando, quando vemos uma multidão subindo a rua...

Um enxame de gente!!! Estouro de bioada mesmo!!!

E começa a barulheira de sirenes, viaturas de polícia pra todo lado, e uma confusão dos diabos.

Encosta uma Santana Quantum da PM, carro comando, desce um Oficial de meia-idade e diz:

-Os manifestantes estão paralisando o trânsito, em passeata... Os ônibus estão autorizados momentâneamente a estacionar por aqui... Mas eles estão se dirigindo pra Av. Paulista, pra fazer manifestação. Qualquer ônibus que não seja urbano que aparecer por lá, será imediatamente apreendido!!! Vocês estão sendo avisados!!!

-Nós, do ramo, entendemos o recado. Ninguém sai dali. Havia sido aprovado na assembléia, a passeata até a Av.Paulista, pra paralizar o trânsito, e mostrar força da categoria... Legal, né???

E nós, no meio da confusão, sem ter nada a ver com o peixe, e sem saber daí pra frente, a que horas acabaria, pra levar os bonecos de volta. Rapidamente, juntamos uns trinta motoristas, e decidimos cumprir a determinação das autoridades. Ou seja:

Fomos contratados pra levar o povo até ali, e pegar ali. E fim de papo. Ninguém ia se deslocar pra pegar passageiros em outro local, pois além do risco já mencionado, fugia do previamente tratado.

E as horas passavam... e o transito aumentando... Fomos até uma das lanchonetes, e pudemos ver, em edição extraordinária do telejornal da globo, o caos causado pela passeata, numa das artérias mais movimentadas de sampa...

CENTO E OITENTA QUILÔMETROS DE CONGESTIONAMENTO!!! Pararam a cidade!!!

E dá-lhe seis da tarde, e o quebra-quebra comendo lá na Paulista...

É bombeiro, polícia, tropa de choque, descendo a borracha nos manifestantes...

Olha o tamanho da encrenca que entramos!!!

Nosso medo era que os professores, ao correr da repressão, se dirigissem aos bus, e começassem a depredar, com a tropa de choque logo atrás, dando borrachada, jogando bomba de gás, etc, pois era exatamente isso que rolava lá pra cima...

Quando já eram sete da noite, começa a tocar o celular de todo mundo, pedindo pra ir pegar os professores lá no final da Av. Paulista, porque tava o maior quebra-quebra...

Eu avisei a “responsável” da minha turma que não poderia, pois havia ameaça de apreensão do bus...

Aí é que começou a confusão...

Queriam que eu fosse apanhar os caras lá atrás do MASP, e eu me recusei!!! Aí foi aquela chiadeira!!! Era o Batata ligando, que o povo do sindicato tava reclamando pra ele, o Ailton ligando, falando pra subir lá, e eu explicando que tava proibido... Mas nessas horas, quando o couro come, nada é proibido pra quem ta apanhando...

Sei que não fui, e nem o carro do Batata, e nenhum dos que ali estavam...

As horas iam passando, e vários motoristas foram embora. Ninguém aparecia. E lá pra cima...

TOME BORRACHADA!!!

Fiquei ali esperando até as nove e meida da noite, quando cansei, dei partida no bus e fui pra casa. Na saída, encontrei outro motorista, do Batata, que também mandou ele voltar vazio...

O que foi feito dos meus passageiros??? Sei lá!!! Talvez salsicha, hambúrguer, foram presos, cansaram e foram de metrô embora... vai saber...

Só sei que voltamos, a maioria dos bus, vazios pra casa...

Mais tarde, fui saber através do noticiário, o tamanho da confusão que criaram...

Alías, a volta pra casa mais tranqüila que já tive...


(Fim)
Ao chegar(finalmente...) no local, uma multidão ávida por partir... Vem um cidadão, entra no bus, vê umas 10 pessoas já em pé, e diz:

Aqui cabe muita gente ainda, pessoal... E queria colocar + umas 40 pessoas no meu bus!!! Eu disse: Não. A lei proíbe que ônibus rodoviário carrege passageiros em pé!!!

O cidadão insiste: Vai entrar quantos eu achar que deve...

Aí ele tomou o bonde errado!!! Fechei a porta, avisei aos professores que estavam dentro do carro que não iria deixar mais nenhum passageiro entrar, no que fui prontamente apoiado.

O cidadão, se achando dono do mundo, começou a esmurrar a porta...

Desci, olhei bem pra cara dele, e disse: Não entra mais ninguém no meu carro. Se quizer que eu leve esses que estão aí, tudo bem. Senão, desce todos e eu volto pra garagem.

O cara bate no peito, dizendo que é do “comando de mobilização” do sindicato, que não aceita eu falar assim, que ia reclamar na central, que fazia, que acontecia...

Eu simplesmente disse:

Cara... tchau!!!

Entrei no bus, meti marcha, e deixei o imbecil falando sozinho lá!!!

Nunca vi como gostam de tratar motorista como cachorro sarnento...

Rumo ao destino, trânsito insuportável, e temperatura ainda maior... Mas é a vida... Não tem jeito...

Os passageiros me aplaudiram, dizendo que é comum eles abusarem dos motoristas, quando dessas manifestações, lotando os bus até a tampa.

Sorte a minha, que não aceitei...

Na av. Cupecê, já tinham 2 carros presos pela polícia, justamente por superlotação.

O policial mandei encostar, entrou no carro, olhou, e me falou:

-Você não deveria levar passageiros em pé. Me entregue os documentos do bus, que vamos conversar com o tenente...

O tenente examinou os documentos, deu uma volta em torno do bus, olhou os pneus, subiu os degraus da escada, e me disse:

Aqui estão seus documentos. Boa viagem. E vê se vai na manha, pois tem umas 10 pessoas de pé...É proibido, você sabe, né?

Eu agradeci, e saí rapidinho dali...

Só naquela blitz, com certeza arquitetada pelas autoridades estaduais, sabendo da manifestação que iria ocorrer, já tinham apreendido seis ônibus de colegas nossos...

Mas tudo certo. Indo tudo normalzinho, até chegar na Av. Whashington Luis... Aí o bixo pegô... um transito infernal, calor infernal... Não saía do lugar... Foi assim até o Ibirapuera, em primeira e segunda marchas, torrando diesel e neurônios...

Uma das professoras começou a ter um chilique dentro do bus... no meio da Av. sem condições de estacionar... As outras abanando, dando água... molhando pano e passando nela...

E eu sem saber como resolver de imediato aquela situação, pois metade do bus mandava eu achar um pronto socorro, e a outra metade, queria chegar logo na assembléia...

Cara... eram vinte falando ao mesmo tempo na minha cabeça...

Aí veio a salvação:

A própria “doente” dá um berro e manda todo mundo calar a boca, que ela já tava melhor, e que podia tocar pro local...


(continua...)
Contos da roda é a nossa nova seção que estreia hoje com história escritas por pessoas envolvidas no ramo de transporte. A primeira história, que será dividida em algumas partes, foi escrita por um colaborador que prefere permanecer no anônimato por ser motorista e empreendedor underground do ramo de transportes. Claro que hoje ele possui todos os documentos, mas sei lá, deve ser uma maneira de deixar a história mais charmosa, né? Começamos com as:

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Aventuras Sindicais (parte 1)

Plena 6ª.feira, calor terrível, e nada de viagem pro Playcenter...

Semana fraca. Tudo bem.

Toca o telefone...

-Alô? Oi... é o Batata(amigo de ramo) Quer fazer um serviço agora à tarde?

-Manda... De onde pra onde???

-De Diadema(novidade...) pra Sampa... Assembléia Legislativa

Apeoesp. Tem assembléia de professores lá. Do meio-dia às seis...

Recebe depois. A Apeoesp paga.

-Vamo lá!!!

-Pega os professores lá na Av.Casagrande naquela escola depois da Imigrantes. De lá, passa em mais duas escolas pra pegar mais gente, e se reunir lá na Praça da Moça. A caravana sai de lá.

-Fui...

Pego o “poderoso”, abasteço com muitos(30...) litros de diesel, e me dirijo ao destino...

Encosto o bus numa travessa(um top de dar medo em alpinista...), jogo a roda dianteira na guia, e ainda calço as rodas traseiras, por segurança, e atravesso a Av., enquanto começa um temporal de fazer inveja à Noé...

Horário marcado: meio-dia em ponto!!!

Cadê os passageiros??? Não tinha vindo nem a metade... Normal

Espera, espera, espera... Sob protesto de alguns professores, que já queriam começar o piquete ali mesmo... Não vou me aprofundar no tema da manifestação que estava por ocorrer, mas declaro que considerei justa!!! Mais uma vez o Estado aprova lei que prejudica nossos já prejudicados professores...

Após as treze horas, partimos em direção a outra escola, que, pra variar, ninguém direito como chegar, e pra variar mais um pouco, a culpa é sempre do motorista... Roda, roda, e acha a primeira...

Os manifestantes um tanto revoltados com o atraso, sobem rapidamente no bus, e um abençoado sabia onde era a próxima escola... O carro já estava meio lotado, mas ainda tinha que passar na praça, onde era a concentração inicial. Beleza... Faz parte do serviço...

(continua...)

Dicionário

  • "Bexiga" - câmaras de ar da suspensão a ar, também chamados de "bolsões"
  • "Busscar sapão" - apelido dos Elbuss da Busscar devido ao design da sua frente.
  • "Cabritinha" - Apelido do Monobloco O-362 da Mercedes-Benz
  • "Carneirinho" - apelido dado pelos "muambeiros" aos ônibus que faziam viagens bate e volta para o Paraguai. Em geral eram CMAs ou Dinossauros brancos.
  • "Chifrudos" - Denominação para os ônibus equipados com retrovisores modernos, em formato de chifres.
  • "Double Decker" - ônibus de dois andares.
  • "Latão" - ônibus.
  • "Low Driver" - Ônibus que tem o posto do motorista rebaixado a fim de posicionar as primeiras poltronas do veiculo em um assoalho construído logo acima da cabine do motorista, criando uma visão panorâmica para esses passageiros.
  • "Maçarico" - denominação comum para ônibus com motor aspirado, sem turbina.
  • "Maçarico" - Motor aspirado, não turbinado
  • "Melância" - Referência aos ônibus MB O-370 e O-371 monoblocos. O apelido surgiu devido ao formato de sua carroceria.
  • "Mulão" - Apelido do Monobloco O-355 da Mercedes-Benz
  • "Pinga-pinga" - ônibus que faz diversas paradas, inclusive fora de rodoviárias e não programadas, ao longo do seu itinerário.
  • "Queixo duro" - ônibus sem direção hidráulica.
  • "Vista" - itinerário.
  • Ar condicionado de bagageiro -
  • Ar condicionado de teto -
  • Bagageiros - local destinado a guardar malas e volumes médios e grandes pertencentes aos viajantes em ônibus rodoviários.
  • Bancada - Conjunto de poltronas, bancos de um ônibus.
  • Banco da puta -> banco da guia.
  • Banco do tonto -> poltrona que fica na última fileira, no meio do corredor. Sem banco à sua frente para se segurar, o tonto corre o risco de voar em caso de freada brusca.
  • Barriga de vidro -> ônibus de dois andares (double decker).
  • Bonecos -> passageiros.
  • Cabeceira - Espécie de fronha geralmente feita de lycra. Essa é utilizada para evitar o contato entre as cabeças dos passageiros e o tecido das poltronas o que assegura a higiene já que as cabeceiras podem ser facilmente retiradas para lavagem. Além disto a empresa pode ter jogos estras de cabeceiras para substituição enquanto as outras são lavadas.
  • Cabeça de fogo - ônibus com motor dianteiro.
  • Cabrito - Veiculo adulterado ou clonado.
  • Cabrito - ônibus remarcado ou reconstruido utilizando peças de dois ou mais veiculos.
  • Calefação - aquecedor
  • Chassis -> É uma estrutura de suporte onde a mecânica e a carroceria são montadas. Esse tipo de construção se contrapõe ao monocoque e ainda hoje é muito comum principalmente em ônibus com motor dianteiro.
  • Clandestino - segundo Michaelis: "clan.des.ti.no adj (lat clandestinu) 1 Dir Que não apresenta as condições de publicidade prescritas na lei. 2 Feito às escondidas. sm Passageiro que viaja escondido".
  • Clone - Veiculo adulterado com as caracteristicas e documentos de um outro veiculo devidamente legalizado.
  • Eixos em tandem -
  • Encarroçado - Veículo montado em duas fases por duas empresas diferentes. Primeiramente é construido um chassis ou plataforma, de acordo com as especificações do cliente, e depois este enviado para o outro fabricante independente do primeiro para que seja construída a carroceria.
  • Escotilhas de ventilação -
  • Itinerário - Visor mecânico ou eletronico aonde são apresentadas informações sobre a origem e o destino do ônibus. Em alguns lugares este equipamento também é conhecido como "vista".
  • Joaninhas - Referência aos ônibus com retrovisores modernos com carcaça de plástico.
  • Maneco -> Manete do freio de mão.
  • Monobloco (quando usado como termo técnico é sinônimo de monocoque) - No contexto de ônibus, a expressão monobloco caracteriza veículos que tiveram tanto a carroceria quanto o chassis produzidos pelo mesmo fabricante, ou seja, montados em uma unica fase.
  • Monocoque - É uma técnica de construção onde a própria estrutura da carroceria suporta toda, ou a maior parte do peso, ao contrário da construção utilizando chassis. O precursor dessa técnica no Brasil foi o Ciferal Dinossauro.
  • Mão amiga - A "mão amiga" é a designação popular para a conexão do circuito de ar dos freios e suspensão a reboque ou semi-reboque (pode ser encontrado nos veiculos combinados como Romeu & Julieta). Certa atenção extra deve ser dada a esse equipamento devido a marginais desconectarem essas mangueiras em paradas (como postos de combustíveis e restaurantes) a fim do veículo rodar apenas mais alguns quilômetros antes de ficar imobilizado em um local ermo, assim que acabar o ar do sistema, facilitando a sua abordagem pelos criminosos.
  • Nielson sete quedas -> Modelo de carroceria de ônibus fabricado pela Nielson na década de 70 e início da de 80 que tinha como caracteristica ter 4 "quedas" (desniveis) na parte da frente do teto e mais 3 na parte de trás.
  • Peso bruto total -
  • Peso por eixo -
  • Porta pacotes - prateleira instalada sobre as poltronas do salão de passageiros a fim de guardar as bagagens de mão dos passageiros.
  • Portas/tampas de bagageiro pantográficas -
  • Reencarroçado - Veículo que rodou por grande parte de sua vida útil com uma carroceria e em determinado momento teve esta trocada por outra mais nova. Entre os principais motivos para esta troca estão o desgaste da carroceria antiga, defasagem tecnológica e destruição da carroceria original em um acidente de trânsito.
  • Romeu & Julieta - Veículo para transporte de passageiros que combina um ônibus convencional adicionado de um reboque também encarroçado como ônibus. Esta é uma solução antiga que tentava ajustar o tamanho do ônibus à demandas variáveis em certas linhas.
  • Salão de passageiros -
  • Toco -> ônibus dotado de apenas dois eixos.
  • Trucado -> ônibus dotado de três ou mais eixos.
  • Vidros Colados -
  • Vidros fixos -
  • Ônibus (em Portugal auto-carro) - Do latin omnibus (tradução: "para todos") é um veículo cuja principal função é o transporte de grande quantidade de passageiros por via terrestre com rodagem sobre pneus.